Hwang Jung-min:
traição ou stalking?
Por que eu prefiro esperar

Nos últimos dias o noticiário coreano não fala de outra coisa: o ator Hwang Jung-min.
"O Hwang Jung-min traiu a mulher" vs "o Hwang Jung-min é que foi vítima de stalking".
Duas versões completamente opostas, circulando ao mesmo tempo.
E, conforme os dias passam e sai notícia nova, fica só mais confuso.
Então hoje eu quis organizar isso de um jeito simples: o que cada lado está dizendo, e o que até agora está de fato confirmado.
O que diz o lado do Hwang Jung-min?
Que a pessoa A vinha fazendo stalking, e que não houve relação sexual.
A agência respondeu no mesmo dia: "ela é investigada por stalking"
A resposta veio com registros de processo — multa e três medidas de afastamento
”
Em 29 de julho, uma conta anônima do Instagram publicou um texto afirmando que o Hwang Jung-min teria traído a mulher.
Em seguida vieram gravação de ligação, registro de chamadas e prints de mensagens, publicados um atrás do outro.

A agência dele, a Saem Company, se posicionou na hora.
Disse que quem escreveu o texto é uma "investigada por crime de stalking" que vinha perseguindo o ator de forma continuada.
O que ela apresentou como base foram registros de processo.
Que já havia uma queixa-crime, que o tribunal expediu três medidas provisórias de afastamento, e que saiu até uma ordem sumária de multa de 3 milhões de wons (a moeda coreana; uns 2 mil dólares) reconhecendo a acusação de stalking.
E, sobre as publicações desta semana, a agência afirmou que foram editadas com má-fé e anunciou novas medidas judiciais.

Já em 31 de julho, veio também uma versão sobre quantas vezes os dois se viram.
Que entre agosto de 2023 e março de 2024 os dois se encontraram três vezes no total, e que nesse período não houve relação sexual nem contato físico.
E o que diz a pessoa A?
Que só pediu explicações ao Hwang Jung-min — e que isso não é stalking.
"O que eu pedi foi uma explicação"
A outra parte publicou um comunicado em sete tópicos e contou outra versão
”

A versão da pessoa A é esta.
Os dois teriam se conhecido como ator e fã.
E o contato privado teria começado em agosto de 2023, com o Hwang Jung-min procurando primeiro.
Daí teria vindo uma proposta de negócio: uma marca de soju (a bebida destilada mais popular da Coreia) que usaria o nome e os filmes dele.

Ela diz ter feito pesquisa de mercado, design, planejamento de produto e busca de marca registrada — e ter escrito ainda cerca de trinta textos, entre contos e ensaios.
Mas que, quando a relação acabou, "não houve pagamento nem explicação nenhuma".

A pessoa A descreveu isso como exploração emocional e sexual ocorrida dentro de um desequilíbrio de poder evidente — e, ao mesmo tempo, exploração de trabalho.


Sobre a gravação da ligação, que foi o que ela apresentou como prova:
Quando a agência disse que o material tinha sido "editado com má-fé", a pessoa A respondeu que editar, ela editou — mas que tirou apenas o começo e o fim da conversa e a própria voz, para não expor a própria vida privada.
E que as falas do Hwang Jung-min não foram alteradas nem forjadas.
Ela afirma ainda que a gravação original, sem edição, e a transcrição já foram entregues ao tribunal como prova.
Segundo ela, essa ligação é de meados de outubro de 2024, e foi o Hwang Jung-min quem ligou primeiro.
Como o lado do ator aponta fevereiro de 2024 como o início do stalking, o que ela está dizendo é que, mesmo depois dessa data, o contato continuou partindo dele.

Então o que a pessoa A quer, afinal?
Uma explicação direta do Hwang Jung-min.
Se o negócio continua ou não, o que acontece com o trabalho que ela já entregou, e como fica essa relação.
Não é pedido de desculpas nem indenização — é essa explicação.
Hoje a pessoa A se declara inocente da acusação de stalking: ela recusou a ordem sumária de multa, pediu julgamento comum e cobra também o pagamento pelo trabalho.
Afinal, o que é verdade aqui?
Separei o que os dois lados admitem igual e o que eles contam de forma oposta.
Tem coisa em que os dois lados dizem exatamente o mesmo
Eu achava que eram versões opostas em tudo — mas não são
”
Confuso, né? Então eu coloquei as duas versões lado a lado.
Eu achava que eles estavam dizendo coisas opostas em tudo, mas tem alguns pontos que os dois admitem igual.
A época em que os dois se conheceram bate: agosto de 2023.
Os dois afirmam que não houve relação sexual.
E os dois confirmam que houve conversa de negócio.
Vale um esclarecimento: quando a pessoa A fala em "exploração sexual", ela não está dizendo que houve sexo.
A alegação dela é que escreveu textos de conteúdo sexual a pedido do Hwang Jung-min, e que nesse processo sentiu humilhação de ordem sexual.
O ponto em que as duas versões não batem é este: se aquilo era uma relação pessoal, ou se era stalking.
A pessoa A sustenta que não era só trabalho, que havia uma relação pessoal — enquanto o lado do Hwang Jung-min a define apenas como investigada por stalking.
Sobre a parte do stalking, ela afirma que estava pedindo explicações, e que isso não é stalking.
E não existe, até agora, nenhuma decisão definitiva que resolva isso.
A primeira vez que os dois vão se encontrar cara a cara é na audiência de conciliação de 14 de agosto.
Sai uma conclusão no dia 14 de agosto?
Não.
Audiência de conciliação não é sentença: é o momento em que o tribunal tenta um acordo entre as partes.
Se não houver acordo, o caso segue para o julgamento comum.
O processo começou por causa dessa exposição agora?
Não.
A ação de indenização de cerca de 200 milhões de wons (uns 145 mil dólares) movida pela pessoa A já estava em andamento, e em junho o Tribunal Central de Seul encaminhou o caso para conciliação.
As publicações vieram depois disso, em 29 de julho.
Se a pessoa A levou multa de 3 milhões de wons, ela não foi condenada?
Ainda não.
Isso é uma "ordem sumária": um procedimento em que o juiz não chama ninguém ao tribunal e aplica a multa só analisando os documentos.
Se quem recebeu disser "não aceito", a ordem perde o efeito e o caso é julgado do zero.
Foi exatamente o que a pessoa A fez.
E as três medidas de afastamento, o que são?
São medidas provisórias, tomadas antes de qualquer conclusão.
Não é o tribunal dizendo "você é culpada", e sim algo mais perto de "não chegue perto até isso ser decidido".
Por que ela só veio a público agora?
A explicação da pessoa A é que ela propôs várias vezes resolver em silêncio, por um caminho que não fosse público — e que, como não veio resposta, a coisa chegou até aqui.
Pra fechar
Ainda é cedo demais pra julgar — então eu vou de ponto morto
”Pra ser sincero, dessa vez eu fiquei com um pé atrás.
Porque, quando organizei a polêmica do Kim Soo-hyun há pouco tempo, eu vi que prova pode ser forjada — e que, dependendo de como o material é editado e mostrado, a história vira outra completamente diferente.
Claro, não estou dizendo que desta vez seja forjado.
Só que o que a gente está vendo é uma parte do que foi divulgado, e ainda não saiu decisão nenhuma.
Então dessa vez eu vou engatar o ponto morto e observar com calma.
E vocês, o que acharam disso tudo?





