Quem é o gwi-mae primordial de A Leste do Palácio? A criatura do outro lado da corrente (com spoiler)

Se você gosta de dorama, provavelmente já terminou a maratona de A Leste do Palácio na Netflix.
E, depois de assistir tudo, aposto que ficou com aquela sensação estranha por causa da corrente que sobrou na mão do Gu-cheon. Comigo foi assim: parecia que tinha acabado tudo, mas aquela corrente ficou lá, incomodando.
Aí eu fui atrás — e a resposta passa inteira por um personagem só: o gwi-mae primordial, o que está do outro lado da corrente. O problema é que a série quase não explica quem é essa coisa.
Então juntei aqui tudo o que dá pra saber sobre ele. (Se o que você quer é o significado da corrente de ferro e a situação da 2ª temporada, falei disso neste outro post.)
O que é o gwi-mae primordial?
Um gwi-mae que nasceu sozinho, do acúmulo de energia ruim — e foi com esse gwi-mae que o Gu-cheon fez o contrato.
Quem é o gwi-mae primordial?
Não é o fantasma de alguém que morreu — ele se formou sozinho
”
A primeira coisa a entender é que ele não é o fantasma de uma pessoa que morreu.
Ele é um gwi-mae que surgiu sozinho, do jeito que a energia ruim vai se acumulando num lugar só por muito tempo. (gwi-mae é uma das entidades do universo da série; se quiser entender os tipos, expliquei todos neste post aqui.)
Por isso ele não tem alma nem mágoa a resolver. E, como não existe mágoa nenhuma ali, não dá pra acabar com ele do jeito de sempre, aplacando um rancor — que é o método que a série usa com os outros espíritos.

Nome, passado, origem: nada disso aparece na série.
O que dá pra dizer é que ele está num outro patamar. Afinal, foi ele que entregou a arma capaz de apagar a alma de um ak-gwi (espírito maligno) e que teve poder para prender o Gu-cheon numa corrente.
Por que ele está ligado ao palácio?
Porque o palácio é onde o desejo humano mais se acumula
”
Se ele nasce de energia ruim acumulada, faz sentido que tenha se fixado justamente ali: o palácio é o lugar onde o desejo das pessoas mais se junta.
E isso não é interpretação minha — foi o que o diretor Choi Jung-kyu falou numa entrevista.
Mas e aquele incômodo que sobrou...?
As perguntas que sobraram sobre o gwi-mae primordial e o Gu-cheon
”Por que o gwi-mae primordial ajudou o Gu-cheon?

Não foi ajuda: foi negócio. E o Gu-cheon é que foi atrás do gwi-mae primordial, porque queria acabar com o príncipe herdeiro.
O que estava no contrato com o gwi-mae primordial?
A troca em si está clara: o Gu-cheon recebeu a arma para apagar a alma do príncipe herdeiro, e o gwi-mae primordial ficou com o direito de prendê-lo numa corrente.
O que a série nunca mostra são as condições — o que exatamente foi combinado ali.
Que arma é essa que o gwi-mae primordial deu?

O nome da arma e a história de como ela foi fabricada também não são explicados na série.
O que se sabe é o que ela faz: não é uma arma para ferir um ak-gwi, é uma arma para apagar a alma dele. Foi com essa arma que o Gu-cheon acabou com a alma do príncipe herdeiro.
No final, o Gu-cheon morreu?

É um estado em que não dá pra dizer nem que ele morreu, nem que ele está vivo.
Como preço por ter apagado aquela alma, ele virou um ak-gwi e ficou preso ao mundo dos gwi — e mesmo assim abriu os olhos de novo no mundo real.
O Gu-cheon está vivo no mundo real, mas a corrente de ferro continua presa à mão dele. Ou seja: ele não voltou a ser gente por completo.
O Gu-cheon também enxerga a corrente de ferro?

Isso a série não afirma, então não dá pra cravar. Mas, sendo ele quem enxerga o mundo dos gwi, a expectativa é que sim, ele veja a corrente de ferro.
Pra fechar
Deu pra tirar a dúvida sobre a corrente de ferro do último episódio?
”
O último episódio de A Leste do Palácio parece fechar tudo direitinho e, ao mesmo tempo, deixa a gente com aquela dúvida por causa da corrente de ferro — daí a vontade de procurar uma explicação.
Tentei juntar aqui o máximo de respostas que dava sobre essa corrente de ferro. E aí, ficou mais claro? Ou continua aquela pontinha incomodando?
Como não existe uma resposta definitiva, confesso que em mim também sobrou um restinho de dúvida. Mas espero que pelo menos parte da curiosidade tenha ido embora.





