When the Camellia Blooms: quem era o Kkabul-i? Da história ao final

Você lembra do assassino em série que rondava a cidade de Ongsan havia seis anos em When the Camellia Blooms?
Aposto que muita gente que assistiu nem lembra direito que existia esse personagem — o dorama é de 2019, já faz um tempo.
Então eu resolvi organizar tudo, da história até o final do último episódio.
Sobre o que era mesmo When the Camellia Blooms?
Um romance de cidade pequena, com um fio de suspense por baixo.

A história começa quando Oh Dong-baek (Gong Hyo-jin) se muda para Ongsan com o filho, o Pil-gu (Kim Kang-hoon).
Ela abre um bar chamado Camellia na rua dos caranguejos e cria o menino sozinha. Por ser mãe solo, vive na boca do povo da cidade.

E quem entra na vida dela sem rodeio nenhum é o Hwang Yong-sik (Kang Ha-neul), policial do posto de Ongsan.

Até aqui é um romance de cidade pequena, bem quentinho. Só que o dorama tem um segundo eixo: o suspense.
Havia seis anos que alguém andava matando gente em Ongsan. Depois de cada crime, o assassino deixava no local um bilhete com a frase "não se atreva" — e por isso ficou conhecido como Kkabul-i, que em coreano quer dizer mais ou menos "aquele que manda não se atrever".

E a pessoa que ele tinha tentado matar seis anos antes, sem conseguir, era justamente a Dong-baek.
Um dia, a frase "eu não disse para não se atrever?" aparece pichada na parede da cozinha do bar dela — e a Dong-baek vira alvo do Kkabul-i.

Afinal, quem era o Kkabul-i?
Era o Heung-sik (Lee Kyu-sung), o filho do dono da loja de ferragens.

O Heung-sik, que parecia o rapaz mais quieto e mais manso da cidade, era o Kkabul-i.
No meio do dorama, o pai dele chega a ser apontado como o assassino e preso — mas era o pai se passando pelo Kkabul-i no lugar do filho.

Quem matou a Hyang-mi (Son Dam-bi), que trabalhava no Camellia, também foi o Heung-sik. Com a ajuda do pai, ele jogou o corpo dela no lago.

Ou seja: o pai não era o Kkabul-i, mas encobriu o crime do filho e ainda se entregou no lugar dele.

No fim, o que entregou o Heung-sik foi uma tosse.
Ele tossiu na frente da Dong-baek com aquele chiado metálico característico do Kkabul-i, e ela reconheceu o som na hora. Foi assim que a identidade dele veio à tona.

E, revendo depois de saber quem era, os sinais estavam por toda parte: a pichação na parede, o gato morto, aquela sensibilidade exagerada a barulho — tudo era o Heung-sik. Na prática, o dorama entregou o Kkabul-i desde o começo.

E o final da Dong-baek com o Yong-sik?
Os dois se casam, e o Pil-gu vira jogador da liga principal de beisebol.

No fim, Dong-baek e Yong-sik se casam. E o Pil-gu cresce e chega à liga principal de beisebol.
O dorama termina com o casal sentado lado a lado assistindo na TV a uma entrevista do Pil-gu já adulto (Jung Ga-ram).

Separei as dúvidas que costumam aparecer.
O que aconteceu com a Hyang-mi?
No começo parecia um desaparecimento, mas ela tinha sido morta pelo Heung-sik, o Kkabul-i.
O pai do Heung-sik é cúmplice?
Ele não matou ninguém, mas ajudou o filho a se desfazer do corpo — então dá para considerá-lo cúmplice, sim.
O título tem relação com o conto Quando Florescem as Flores de Trigo-sarraceno?
Os títulos se parecem em coreano, mas não há nenhuma ligação entre as duas histórias.
Onde dá para assistir When the Camellia Blooms?
Em agosto de 2026, está na Netflix e no Wavve.

Revendo When the Camellia Blooms, eu senti de novo que é um dorama muito bem feito.
Sustentar a trama do assassino em série do primeiro ao último episódio, do jeito que o dorama fez, foi excelente.
E cada morador daquela cidade tem o seu carisma — isso deixa tudo ainda mais divertido. Não tem uma peça fora do lugar.





